sábado, 20 de junho de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
PRAISE ROCK – versão 2009

Está chegando a hora. O evento mais aguardado do underground cristão curitibano estréia sua versão 2009. O Praise Rock rola nesta sexta-feira, 13, a partir das 20 horas. Se apresentam as bandas Convicção, Influencia, Altar Pray, Lucas Balzer e Sutura. Um dos organizadores Willian Matheus, conta como nasceu a ideia de reunir os grupos gospel da cidade. “Surgiu a partir de uma vontade em comum de ter um local de expressão musical e qualidade profissional em Curitiba”, diz.
O principal objetivo é ter um espaço central, com boa estrutura para show, onde as bandas da capital paranaense possam ter espaço para demonstrar seu trabalho. “Além de reunir os jovens cristãos da cidade para louvar a Deus e servir como espaço para evangelismo através da música”, completa Willian.
Ele conta que não há processo definido para a escolha das bandas que vão tocar. “Não tem nenhuma seleção em especial, estamos buscando um pessoal que pensa igual a gente, que entende a necessidade de um evento assim em Curitiba, e que se dispõe realmente a vestir a camisa do evento”.
Na próxima semana, dia 20, acontece a Noite de HardCore, New Metal e Alternativo, com os grupos Fator 7, Te Vejo Em Breve, Alternativa 7, Cmd5 e Terra Firme . E na semana seguinte, 27, é a vez do Heavy, e se apresentam as bandas Decápolis, Ilumina, Twilight, Krismah e Empirios.
O principal objetivo é ter um espaço central, com boa estrutura para show, onde as bandas da capital paranaense possam ter espaço para demonstrar seu trabalho. “Além de reunir os jovens cristãos da cidade para louvar a Deus e servir como espaço para evangelismo através da música”, completa Willian.
Ele conta que não há processo definido para a escolha das bandas que vão tocar. “Não tem nenhuma seleção em especial, estamos buscando um pessoal que pensa igual a gente, que entende a necessidade de um evento assim em Curitiba, e que se dispõe realmente a vestir a camisa do evento”.
Na próxima semana, dia 20, acontece a Noite de HardCore, New Metal e Alternativo, com os grupos Fator 7, Te Vejo Em Breve, Alternativa 7, Cmd5 e Terra Firme . E na semana seguinte, 27, é a vez do Heavy, e se apresentam as bandas Decápolis, Ilumina, Twilight, Krismah e Empirios.
Por: Luana Gabriela
Uma novidade de fazer barulho!
Sexta-feira à noite, o que você faz? Nada de ficar em casa. A partir desta sexta-feira, 13, Curitiba será palco da concretização da cena underground cristã. O evento Praise Rock estréia este ano com promessa de sucesso. Já que em sua primeira edição, no ano passado, reuniu centenas de pessoas.
Veja abaixo a entrevista que Willian Matheus, um dos idealizadores do evento, concedeu ao Attitude JC.
ATC: Quem foi o idealizador do Praise Rock?
WM:Posso dizer que os idealizadores são as próprias bandas gospel de Curitiba, e estou fazendo a linha de frente, digamos assim. Também temos algumas parcerias muito importantes , como o Anderson da Loja de Musica Rexsom, que vestiu a camisa 100%, e também o vereador e pastor Valdemir Soares, que está dando um apoio muito bom.
Temos formado uma equipe que vem crescendo a cada dia. O próprio pessoal vem se dispondo a ajudar em alguns aspectos, como Site, Merchandise, Material Visual, e Mídia.
ATC:Como surgiu a idéia do evento?
WM:Creio que surgiu de uma vontade em comum, de várias bandas e músicos cristãos de Curitiba, ou seja, ter um espaço de expressão musical e qualidade profissional na cidade. Lembro de algumas conversas que tive com uma pessoa que considero muito, o produtor e radialista Mauro Ramos, ele sempre falava sobre a questão da cidade ter uma cena, e com profissionalismo.
A ideia não é nova, algumas coisas já que marcaram a cidade nesse sentido, por exemplo o clubão semanal. Mas, no momento a cidade necessita isso, seja para um local de frequência da galera, também para saber o que rola na cidade referente ao estilo rock cristão e ponto de evangelismo através da música.
AJC: Qual o principal objetivo do evento?
WM:A meta principal é ter um espaço central, com boa estrutura de show, onde as bandas de curitibanas possam ter espaço para demonstrar seu trabalho. Também se tornando um espaço de frequência , como um point, onde as pessoas possam levar amigos, sendo também um cenário para o evangelismo feito por meio da música.
AJC: Como têm sido escolhidas as bandas que vão tocar?
WM:Não tem nenhuma seleção em especial para o evento, estamos buscando um pessoal que pensa igual a gente, que entende a necessidade de um evento assim em Curitiba, e que se dispõe realmente a vestir a camisa do evento. E é justamente por isso que falo nós no plural, porque sem o apoio destas bandas nada disso poderia acontecer, a unidade é muito importante.
Nós estamos batendo bastante na tecla de unidade, na questão de prestigiar o evento do outro, e somar, frequentar o show sempre que possa, prestigiando. Então pode-se dizer que a seleção é feita através de quem quiser "comprar a briga" independente de estilo, lógico que sem misturar estilos distintos no mesmo dia, mas pra quem quiser vestir a camisa rs...
AJC:Como foi a experiência do primeiro Praise Rock? Quando aconteceu? Onde?
WM:A primeira experiência foi bem legal, o local Ópera 1 tinha uma pendência com a Rexsom, e o Anderson gentilmente sedeu o dia pra realização do evento. Foi em 06 de dezembro de 2008. A idéia do evento não era um show em si, mas também uma festa. Por isso foi bem variado, tocaram mais de 10 bandas dos mais diferentes estilos, com a apresentação do Chico Costa e do Junior Paiva, do Curitiba Gospel.com.
O mais legal de ver, foi que a galera ficou, prestigiou, somente foi embora quem realmente não podia ficar, já que foi realizado em um sábado à tarde.
Com relação às bandas foi bem legal, o pessoal parecia estar bem feliz, assim como eu com a festa, até o Lauro que fez mesa no show, que é tecnico de som secular, da banda Reles Pública, comentou comigo sobre o evento, disse que gostou, e que gostaria de estar em mais eventos assim, foi muito gratificante.
AJC:Quando será a segunda edição do encontro e quem vai tocar?
WM:A idéia do Praise é se tornar futuramente um evento semanal, de custo de ingresso simbólico. Então já temos digamos assim, não só a segunda, mas também a terceira e quarta edições do evento.
Será 13/03 Aniversário de 8 anos da gente mesmo rs.. Sutura, e estão participando as bandas Influência, Convicção, Lucaz Balzer e Altar Pray, será uma noite mais rock.
No dia 20/03 acontece a Noite de HardCore, New Metal e Alternativo, Fator 7, Te Vejo Em Breve, Alternativa 7, Cmd5 e Terra Firme.
Na semana seguinte ,27/03, tem Noite Heavy, Decápolis, Ilumina, Twilight, Krismah e Empirios.
AJC:Onde acontecerá?
WM:Serão realizadas no Auditório do Estúdio H Mix. Rua Trajano Reis 41, Largo da Ordem, próximo ao Relógio das Flores, e Praça do Chafaris do Cavalo, no Setor Histórico.
Será cobrada entrada? Se sim, onde os ingressos poderão ser adquiridos?
Sim, nestes primeiros eventos será cobrada uma entrada de apenas R$ 3,00 . Ainda não decidimos os locais de venda de ingressos antecipados, mas tudo poderá ser conferido no blog www.flogao.com.br/praiserock , cada novidade sobre endereço de venda, será divulgado no blog é só conferir.
Para mais informações foi criado o perfil e a comunidade do evento no Orkut. "Fizemos uma comunidade do Praise Rock no Orkut, já que hoje é uma ferramenta popular no Brasil, também um perfil do Praise Rock. Qualquer informação pode ser passada pelo profile. Também pode ser enviada informações através do site www.curitibagospel.com. ", diz.
O músico deixou ainda uma mensagem para o público: Gostaria de convidar o pessoal a comparecer no evento, que venha a entender que o que Deus quer é o espírito de unidade entre todos. Para honra e glória de Deus é que fazemos isso , e também pra você ter um espaço saudável dentro do estilo que gosta, dentro de sua cidade com uma música cristã. Convide , prestigie, enfim, participe. Valeu galera de Curitiba!
Confira abaixo a programação completa para este mês de março:
Veja abaixo a entrevista que Willian Matheus, um dos idealizadores do evento, concedeu ao Attitude JC.
ATC: Quem foi o idealizador do Praise Rock?
WM:Posso dizer que os idealizadores são as próprias bandas gospel de Curitiba, e estou fazendo a linha de frente, digamos assim. Também temos algumas parcerias muito importantes , como o Anderson da Loja de Musica Rexsom, que vestiu a camisa 100%, e também o vereador e pastor Valdemir Soares, que está dando um apoio muito bom.
Temos formado uma equipe que vem crescendo a cada dia. O próprio pessoal vem se dispondo a ajudar em alguns aspectos, como Site, Merchandise, Material Visual, e Mídia.
ATC:Como surgiu a idéia do evento?
WM:Creio que surgiu de uma vontade em comum, de várias bandas e músicos cristãos de Curitiba, ou seja, ter um espaço de expressão musical e qualidade profissional na cidade. Lembro de algumas conversas que tive com uma pessoa que considero muito, o produtor e radialista Mauro Ramos, ele sempre falava sobre a questão da cidade ter uma cena, e com profissionalismo.
A ideia não é nova, algumas coisas já que marcaram a cidade nesse sentido, por exemplo o clubão semanal. Mas, no momento a cidade necessita isso, seja para um local de frequência da galera, também para saber o que rola na cidade referente ao estilo rock cristão e ponto de evangelismo através da música.
AJC: Qual o principal objetivo do evento?
WM:A meta principal é ter um espaço central, com boa estrutura de show, onde as bandas de curitibanas possam ter espaço para demonstrar seu trabalho. Também se tornando um espaço de frequência , como um point, onde as pessoas possam levar amigos, sendo também um cenário para o evangelismo feito por meio da música.
AJC: Como têm sido escolhidas as bandas que vão tocar?
WM:Não tem nenhuma seleção em especial para o evento, estamos buscando um pessoal que pensa igual a gente, que entende a necessidade de um evento assim em Curitiba, e que se dispõe realmente a vestir a camisa do evento. E é justamente por isso que falo nós no plural, porque sem o apoio destas bandas nada disso poderia acontecer, a unidade é muito importante.
Nós estamos batendo bastante na tecla de unidade, na questão de prestigiar o evento do outro, e somar, frequentar o show sempre que possa, prestigiando. Então pode-se dizer que a seleção é feita através de quem quiser "comprar a briga" independente de estilo, lógico que sem misturar estilos distintos no mesmo dia, mas pra quem quiser vestir a camisa rs...
AJC:Como foi a experiência do primeiro Praise Rock? Quando aconteceu? Onde?
WM:A primeira experiência foi bem legal, o local Ópera 1 tinha uma pendência com a Rexsom, e o Anderson gentilmente sedeu o dia pra realização do evento. Foi em 06 de dezembro de 2008. A idéia do evento não era um show em si, mas também uma festa. Por isso foi bem variado, tocaram mais de 10 bandas dos mais diferentes estilos, com a apresentação do Chico Costa e do Junior Paiva, do Curitiba Gospel.com.
O mais legal de ver, foi que a galera ficou, prestigiou, somente foi embora quem realmente não podia ficar, já que foi realizado em um sábado à tarde.
Com relação às bandas foi bem legal, o pessoal parecia estar bem feliz, assim como eu com a festa, até o Lauro que fez mesa no show, que é tecnico de som secular, da banda Reles Pública, comentou comigo sobre o evento, disse que gostou, e que gostaria de estar em mais eventos assim, foi muito gratificante.
AJC:Quando será a segunda edição do encontro e quem vai tocar?
WM:A idéia do Praise é se tornar futuramente um evento semanal, de custo de ingresso simbólico. Então já temos digamos assim, não só a segunda, mas também a terceira e quarta edições do evento.
Será 13/03 Aniversário de 8 anos da gente mesmo rs.. Sutura, e estão participando as bandas Influência, Convicção, Lucaz Balzer e Altar Pray, será uma noite mais rock.
No dia 20/03 acontece a Noite de HardCore, New Metal e Alternativo, Fator 7, Te Vejo Em Breve, Alternativa 7, Cmd5 e Terra Firme.
Na semana seguinte ,27/03, tem Noite Heavy, Decápolis, Ilumina, Twilight, Krismah e Empirios.
AJC:Onde acontecerá?
WM:Serão realizadas no Auditório do Estúdio H Mix. Rua Trajano Reis 41, Largo da Ordem, próximo ao Relógio das Flores, e Praça do Chafaris do Cavalo, no Setor Histórico.
Será cobrada entrada? Se sim, onde os ingressos poderão ser adquiridos?
Sim, nestes primeiros eventos será cobrada uma entrada de apenas R$ 3,00 . Ainda não decidimos os locais de venda de ingressos antecipados, mas tudo poderá ser conferido no blog www.flogao.com.br/praiserock , cada novidade sobre endereço de venda, será divulgado no blog é só conferir.
Para mais informações foi criado o perfil e a comunidade do evento no Orkut. "Fizemos uma comunidade do Praise Rock no Orkut, já que hoje é uma ferramenta popular no Brasil, também um perfil do Praise Rock. Qualquer informação pode ser passada pelo profile. Também pode ser enviada informações através do site www.curitibagospel.com. ", diz.
O músico deixou ainda uma mensagem para o público: Gostaria de convidar o pessoal a comparecer no evento, que venha a entender que o que Deus quer é o espírito de unidade entre todos. Para honra e glória de Deus é que fazemos isso , e também pra você ter um espaço saudável dentro do estilo que gosta, dentro de sua cidade com uma música cristã. Convide , prestigie, enfim, participe. Valeu galera de Curitiba!
Confira abaixo a programação completa para este mês de março:

Luana Gabriela
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Acordes santos: rock conquista cristãos e quebra preconceito
Luana Gabriela da Silva
Barulho e rebeldia são características comuns à maioria das bandas de rock, inclusive nas bandas gospel. Desde o início o ritmo tem ligação com a música cristã. A história revela que o estilo tem influência da música negra tocada nas igrejas na década de 1950.
O ritmo era mais frenético, apesar da forte influência do blues, e isso tornava as canções diferentes. Até mesmo o Rei do Rock iniciou sua carreira dentro da igreja. Elvis Presley frequentava a igreja com seus pais e admirava a música gospel. O gosto pela música fez com que ele entrasse para um coral e a partir daí desenvolvesse seu dom. O cantor gravou quatro álbuns gospel, Peace In The Valley, His Hand in Mine, How Great Thou Art e He Touched Me.
Com o passar do tempo, o rock foi relacionado às drogas, sexo e inconsequência. Tanto que o estigma “Sexo, drogas e rock´n roll” é senso comum na sociedade atual. No entanto, esta não é a realidade. Basta observar a popularidade do estilo entre jovens que levam uma vida longe destas características.
O diferencial destes grupos evangélicos está nas letras. Eles falam sobre Deus, amor eterno, salvação,etc. Não se sabe exatamente qual a primeira banda evangélica brasileira que se aventurou no estilo, mas acredita-se que foi a Rebanhão, idealizada por Janires, um profeta que sonhava com a revolução da música gospel no país.
Tempo depois surge a banda Katsbarnea, que revolucionou o estilo. Criado em 1988, suas letras tratavam de temas pouco comuns nas músicas cristãs, entre eles drogas, desequilíbrio ecológico e outros. O grupo abre caminho para demais bandas e muitas dão início aos seus trabalhos, algumas como Banda Resgate (SP), Fruto Sagrado (RJ), Oficina G3 (SP), Akza (DF), Kadesh (DF), Catedral e Novo Som, ambas do Rio de Janeiro. Patmus, Código C e Banda Militantes representam a segunda geração do rock cristão. O que se chama de terceira geração aparece há alguns anos no país. E tem representantes em Curitiba.

O underground curitibano é um dos mais movimentados do país, não somente no meio secular, mas também é favorável às bandas de música gospel. O cenário foi o que motivou os irmãos Guilherme Nascimento, Eduardo Nascimento e Márcio Carvalho, da banda Menorra (foto acima) ,a se mudarem de Porto Alegre para Curitiba. “A gente decidiu vir para cá, porque viu que tinha um cenário legal, um pessoal que apoiava a banda. E lá em Porto Alegre estávamos parados, não tinha muito show. Viemos no começo de 2004 e começamos a divulgar o trabalho da banda”, conta Guilherme, guitarrista do grupo.
A banda gravou seu primeiro cd, intitulado Somos Iguais, de forma independente. E recebeu em 2005 o Troféu Sara Brasil FM, premiação anual organizada pela rádio homônima ao prêmio, como melhor banda de rock Gospel de Curitiba. Para Leandro Prado, baixista da Menorra, é difícil conseguir espaço para divulgar o trabalho do grupo. “A gente toca nas igrejas, nos eventos do meio. E assim a gente vai conquistando espaço. Nossa forma de divulgação é a rádio, que é restrita ao meio cristão. E expandir o público é complicado”, afirma. Apesar disso, a banda tem feito show por toda a região Sul, e já tocou para um público de 15 mil pessoas, na Marcha para Jesus, evento evangélico, de 2005.
O objetivo destas bandas não é conquistar a fama e ganhar muito dinheiro, a principal meta é evangelizar através do som. Márcio Carvalho, vocalista da Menorra, defende esta idéia. “A música é um meio de divulgação do reino de Deus. O rock é visto como música do mal, mas a gente está aí para provar que isto é errado”, diz. Para Daniel Krüger, baterista da banda Golgotha, a música pode ser um grande instrumento de evangelização. “Testemunhamos isso em nossos shows, pelos e-mails que recebemos, testemunhos que ouvimos. O rock é uma linguagem universal. Por isso, muitas pessoas que não estariam interessadas em entrar num templo para ouvir uma pregação sobre Jesus, param para ouvir uma música que lhes agrade e trate de temas espirituais”, conta.
Sobre o senso comum de que o rock não é música de Deus, Márcio afirma que tudo é obra de d'Ele. “Quem fez a música foi Deus. E a finalidade da música é para adorá-Lo. Na verdade o Pai do rock é Deus”. Krugüer compartilha da mesma opinião. “O rock nada mais é do que um estilo musical. Uma espécie do gênero musical e, portanto, é igualmente criação divina. Assim sendo, deveria também expressar a Glória de Deus. No entanto, o rock (assim como a música em geral) não está, em sua essência, a serviço de ninguém! É o livre arbítrio do coração humano que define isso”, defende.
No entanto, os grupos que iniciam um trabalho como este, de falar de Deus através do rock, ainda enfrentam preconceito existente até mesmo nas igrejas. “Em alguns momentos sofremos preconceito. Em nossa própria igreja, para ser sincero. Mas a partir do momento em que nossa comunidade entendeu que tínhamos um compromisso sério com a obra do Senhor, o preconceito ruiu”, conta Krüger. “Foi difícil no começo, hoje não mais”, complementa Marcell Silva, vocalista da Golgotha.
Dentro dos templos
Desde quando surgiu o rock é um ritmo que rompe barreiras e quebra regras. Nas igrejas não é diferente. Muitas congregações ainda alimentam o preconceito quanto ao estilo e seus adeptos. O pastor Alexandre Pevidor, acredita que cada instituição tem liberdade para optar quanto ao estilo de louvor das celebrações. “Cada igreja é livre para escolher seu próprio estilo. Algumas são predominantemente jovens. Esta igreja certamente não terá conflitos sobre o rock na adoração, quanto certamente o terá uma igreja predominantemente adulta, especialmente com membros que viveram o período da revolução musical (1970) e viram esta forma musical como "um mal que corrompe a sociedade”, explica.
Apesar das barreiras impostas por formas de pensamento preconceituosas o rock tem sido bem aceito pelos membros e líderes das igrejas. Oséias dos Santos Silva, líder de um ministério de louvor, vê de forma positiva a entrada deste estilo nas igrejas. "É surpreendente o quebrantamento de almas usando o melhor da música. Vemos a conversão de vidas que são tocadas através da música, e suas devidas letras, falando aos corações de todos", afirma.
A Igreja Bola de Neve é conhecida por utilizar o rock em suas celebrações. A denominação tem um estilo jovem e atrai muitas pessoas. “Quando cheguei à igreja me indicaram várias bandas. Era uma forma de eu conhecer mais e me interessar a ficar na igreja”, conta Bruno Thiago Aschwanden. Ele também acredita que o rock tem potencial para atrair os jovens. “Foi assim comigo”, lembra Bruno.
PRAISE ROCK
No próximo mês de março estréia na programação underground cristã de Curitiba o evento Praise Rock. A idéia é juntar todas às sextas –feiras bandas da cidade para louvar a Deus e servir como espaço para evangelismo através da música.
Barulho e rebeldia são características comuns à maioria das bandas de rock, inclusive nas bandas gospel. Desde o início o ritmo tem ligação com a música cristã. A história revela que o estilo tem influência da música negra tocada nas igrejas na década de 1950.
O ritmo era mais frenético, apesar da forte influência do blues, e isso tornava as canções diferentes. Até mesmo o Rei do Rock iniciou sua carreira dentro da igreja. Elvis Presley frequentava a igreja com seus pais e admirava a música gospel. O gosto pela música fez com que ele entrasse para um coral e a partir daí desenvolvesse seu dom. O cantor gravou quatro álbuns gospel, Peace In The Valley, His Hand in Mine, How Great Thou Art e He Touched Me.
Com o passar do tempo, o rock foi relacionado às drogas, sexo e inconsequência. Tanto que o estigma “Sexo, drogas e rock´n roll” é senso comum na sociedade atual. No entanto, esta não é a realidade. Basta observar a popularidade do estilo entre jovens que levam uma vida longe destas características.
O diferencial destes grupos evangélicos está nas letras. Eles falam sobre Deus, amor eterno, salvação,etc. Não se sabe exatamente qual a primeira banda evangélica brasileira que se aventurou no estilo, mas acredita-se que foi a Rebanhão, idealizada por Janires, um profeta que sonhava com a revolução da música gospel no país.
Tempo depois surge a banda Katsbarnea, que revolucionou o estilo. Criado em 1988, suas letras tratavam de temas pouco comuns nas músicas cristãs, entre eles drogas, desequilíbrio ecológico e outros. O grupo abre caminho para demais bandas e muitas dão início aos seus trabalhos, algumas como Banda Resgate (SP), Fruto Sagrado (RJ), Oficina G3 (SP), Akza (DF), Kadesh (DF), Catedral e Novo Som, ambas do Rio de Janeiro. Patmus, Código C e Banda Militantes representam a segunda geração do rock cristão. O que se chama de terceira geração aparece há alguns anos no país. E tem representantes em Curitiba.
O underground curitibano é um dos mais movimentados do país, não somente no meio secular, mas também é favorável às bandas de música gospel. O cenário foi o que motivou os irmãos Guilherme Nascimento, Eduardo Nascimento e Márcio Carvalho, da banda Menorra (foto acima) ,a se mudarem de Porto Alegre para Curitiba. “A gente decidiu vir para cá, porque viu que tinha um cenário legal, um pessoal que apoiava a banda. E lá em Porto Alegre estávamos parados, não tinha muito show. Viemos no começo de 2004 e começamos a divulgar o trabalho da banda”, conta Guilherme, guitarrista do grupo.
A banda gravou seu primeiro cd, intitulado Somos Iguais, de forma independente. E recebeu em 2005 o Troféu Sara Brasil FM, premiação anual organizada pela rádio homônima ao prêmio, como melhor banda de rock Gospel de Curitiba. Para Leandro Prado, baixista da Menorra, é difícil conseguir espaço para divulgar o trabalho do grupo. “A gente toca nas igrejas, nos eventos do meio. E assim a gente vai conquistando espaço. Nossa forma de divulgação é a rádio, que é restrita ao meio cristão. E expandir o público é complicado”, afirma. Apesar disso, a banda tem feito show por toda a região Sul, e já tocou para um público de 15 mil pessoas, na Marcha para Jesus, evento evangélico, de 2005.
O objetivo destas bandas não é conquistar a fama e ganhar muito dinheiro, a principal meta é evangelizar através do som. Márcio Carvalho, vocalista da Menorra, defende esta idéia. “A música é um meio de divulgação do reino de Deus. O rock é visto como música do mal, mas a gente está aí para provar que isto é errado”, diz. Para Daniel Krüger, baterista da banda Golgotha, a música pode ser um grande instrumento de evangelização. “Testemunhamos isso em nossos shows, pelos e-mails que recebemos, testemunhos que ouvimos. O rock é uma linguagem universal. Por isso, muitas pessoas que não estariam interessadas em entrar num templo para ouvir uma pregação sobre Jesus, param para ouvir uma música que lhes agrade e trate de temas espirituais”, conta.
Sobre o senso comum de que o rock não é música de Deus, Márcio afirma que tudo é obra de d'Ele. “Quem fez a música foi Deus. E a finalidade da música é para adorá-Lo. Na verdade o Pai do rock é Deus”. Krugüer compartilha da mesma opinião. “O rock nada mais é do que um estilo musical. Uma espécie do gênero musical e, portanto, é igualmente criação divina. Assim sendo, deveria também expressar a Glória de Deus. No entanto, o rock (assim como a música em geral) não está, em sua essência, a serviço de ninguém! É o livre arbítrio do coração humano que define isso”, defende.
No entanto, os grupos que iniciam um trabalho como este, de falar de Deus através do rock, ainda enfrentam preconceito existente até mesmo nas igrejas. “Em alguns momentos sofremos preconceito. Em nossa própria igreja, para ser sincero. Mas a partir do momento em que nossa comunidade entendeu que tínhamos um compromisso sério com a obra do Senhor, o preconceito ruiu”, conta Krüger. “Foi difícil no começo, hoje não mais”, complementa Marcell Silva, vocalista da Golgotha.
Dentro dos templos
Desde quando surgiu o rock é um ritmo que rompe barreiras e quebra regras. Nas igrejas não é diferente. Muitas congregações ainda alimentam o preconceito quanto ao estilo e seus adeptos. O pastor Alexandre Pevidor, acredita que cada instituição tem liberdade para optar quanto ao estilo de louvor das celebrações. “Cada igreja é livre para escolher seu próprio estilo. Algumas são predominantemente jovens. Esta igreja certamente não terá conflitos sobre o rock na adoração, quanto certamente o terá uma igreja predominantemente adulta, especialmente com membros que viveram o período da revolução musical (1970) e viram esta forma musical como "um mal que corrompe a sociedade”, explica.
Apesar das barreiras impostas por formas de pensamento preconceituosas o rock tem sido bem aceito pelos membros e líderes das igrejas. Oséias dos Santos Silva, líder de um ministério de louvor, vê de forma positiva a entrada deste estilo nas igrejas. "É surpreendente o quebrantamento de almas usando o melhor da música. Vemos a conversão de vidas que são tocadas através da música, e suas devidas letras, falando aos corações de todos", afirma.
A Igreja Bola de Neve é conhecida por utilizar o rock em suas celebrações. A denominação tem um estilo jovem e atrai muitas pessoas. “Quando cheguei à igreja me indicaram várias bandas. Era uma forma de eu conhecer mais e me interessar a ficar na igreja”, conta Bruno Thiago Aschwanden. Ele também acredita que o rock tem potencial para atrair os jovens. “Foi assim comigo”, lembra Bruno.
PRAISE ROCK
No próximo mês de março estréia na programação underground cristã de Curitiba o evento Praise Rock. A idéia é juntar todas às sextas –feiras bandas da cidade para louvar a Deus e servir como espaço para evangelismo através da música.
Saiba mais pelos links: http://www.flogao.com.br/praiserock.
*foto: Paolla Grisolli
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
FERRAMENTA DE TRABALHO: O RAP

Paolla Grisolli
Seu nome de registro é Orandnil Modesto de Oliveira, mas poucos o chamam assim. Fylo, como é mais conhecido, é compositor e cantor de rap, mora em Curitiba e tem 27 anos. O seu testemunho começa aos 12 anos, quando uma grave hemorragia o levou para a emergência de um hospital e graças a um milagre, foi resgatado da morte por Deus. Dentro de casa, a sua família era uma mistura de católicos e espíritas. Seus pais se separaram quando era adolescente e sua situação financeira ficou cada vez mais difícil. Nesta fase a mãe e uma das irmãs de Fylo começaram a freqüentar uma igreja evangélica, enquanto ele começou aproveitar a sua liberdade nas ruas, bebendo e saindo muito. Ainda lembra de ter tirado muito sarro dos crentes nesta época.
Seu nome de registro é Orandnil Modesto de Oliveira, mas poucos o chamam assim. Fylo, como é mais conhecido, é compositor e cantor de rap, mora em Curitiba e tem 27 anos. O seu testemunho começa aos 12 anos, quando uma grave hemorragia o levou para a emergência de um hospital e graças a um milagre, foi resgatado da morte por Deus. Dentro de casa, a sua família era uma mistura de católicos e espíritas. Seus pais se separaram quando era adolescente e sua situação financeira ficou cada vez mais difícil. Nesta fase a mãe e uma das irmãs de Fylo começaram a freqüentar uma igreja evangélica, enquanto ele começou aproveitar a sua liberdade nas ruas, bebendo e saindo muito. Ainda lembra de ter tirado muito sarro dos crentes nesta época.
Tudo começou a mudar na vida deste jovem quando aos 16 anos sua irmã insistiu para que ele fosse assistir uma apresentação de dança na igreja. Ele foi, e uma música que ouviu nesta noite tocou seu coração. Ainda depois da apresentação, algumas pessoas da igreja insistiram muito pra que ele fosse no acampamento de jovens. Ele acabou aceitando o convite, e a idéia que tinha sobre os jovens crentes, de que eram todos metidos e orgulhosos, mudou totalmente neste acampamento. Lá, depois de uma certa resistência inicial, Fylo entregou sua vida a Jesus Cristo. Começou então a freqüentar a 27ª Igreja Quadrangular, onde fez parte do grupo de coreografia e até do coral. Como sempre gostou de escrever, passou a compor letras de rap que falavam sobre a Salvação e a usar este dom para servir a Cristo.
Mais tarde ele conheceu e se juntou ao grupo de rap chamado Kontra Attack, e foi neste grupo que conheceu contatos importantes e aprendeu mais sobre música. Com eles, gravou um cd e ficou conhecido em Curitiba. Fizeram várias apresentações e já estavam tocando na rádio. Mas Fylo, e mais tarde os outros integrantes também, sentiu que o grupo estava se tornando o centro de todas as atenções em sua vida, e em 2006 a Kontra Attack resolveu paralisar seus trabalhos.
O jovem rapper nunca parou de cantar, muitas vezes pega seu violão e mostra suas músicas para os amigos na rua ou onde estiver. Com esta atitude ele fala de Jesus para várias pessoas. “Deus vai usar aquilo que você tem (...) Ele usou Davi com a funda, Moisés com o cajado (..) Deus usa a minha vida com o rap, e um pouco com o grafite também.” Ele explica que quando faz um grafite para alguém sempre acaba deixando uma mensagem, e que por causa do rap já puxou conversa com muita gente que acabou evangelizando.
Atualmente Fylo, que freqüenta a Igreja Bola de Neve há 3 anos, trabalha no seu projeto solo de rap, que se chamará Ataque de Letras. Ele também faz planos de voltar com o grupo Kontra Attack neste ano.
*foto: arquivo pessoal
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
DE JOVEM ASTRO DO POP PARA PREGADOR DO EVANGELHO
*foto Dennys FernandoPaolla Grisolli
A história desta conversão tem sido espalhada em vários cantos do Brasil e do mundo. O cantor francês Chris Duran, de 33 anos, teve as melhores oportunidades na vida e alcançou a fama logo aos 20 anos, porém, o seu rumo mudou bruscamente ao conhecer Jesus.
Quando era universitário, estudou e morou sozinho na Espanha, e nesta época já sofria com crises de depressão. Uma noite chegou a conversar com Deus para que sua vida fosse transformada, mas a mudança verdadeira ainda não veio. O cantor foi descoberto pouco tempo depois por um grande produtor que trabalhava com artistas reconhecidos, como Julio Iglezias, Sting e Roberto Carlos, e o levou para gravar em um estúdio em Miami. A partir daí a carreira de Chris Duran alavancou e o levou ao sucesso internacional, teve tudo o que um artista gostaria de conquistar. No Chile, após alguns anos em um show, Chris Duran se envolveu em um grave acidente com o carro em que viajava. Este foi um momento decisivo, em que quase morreu, e que fez parar tudo o que fazia e procurar sentido para viver.
Quando era universitário, estudou e morou sozinho na Espanha, e nesta época já sofria com crises de depressão. Uma noite chegou a conversar com Deus para que sua vida fosse transformada, mas a mudança verdadeira ainda não veio. O cantor foi descoberto pouco tempo depois por um grande produtor que trabalhava com artistas reconhecidos, como Julio Iglezias, Sting e Roberto Carlos, e o levou para gravar em um estúdio em Miami. A partir daí a carreira de Chris Duran alavancou e o levou ao sucesso internacional, teve tudo o que um artista gostaria de conquistar. No Chile, após alguns anos em um show, Chris Duran se envolveu em um grave acidente com o carro em que viajava. Este foi um momento decisivo, em que quase morreu, e que fez parar tudo o que fazia e procurar sentido para viver.
A depressão voltava a tona e influenciado, tentou encontrar paz em religiões e rituais, sem vitória. Foi através do sermão de um pastor transmitido pela televisão que um dia Chris Duran aceitou a palavra de Deus. Ele procurou uma igreja e mudou completamente. Em seu testemunho, publicado no seu site , também conta que perdeu amigos e não teve apoio da família no início. Atualmente, está totalmente dedicado a fazer a vontade de Deus. Ele viaja por todos os cantos falando do amor de Jesus e contando sobre sua transformação.
Em entrevista para a revista Attitude JC, durante a ExpoCristo (julho/2008), o cantor contou sobre a maior dificuldade que enfrentou no início da sua conversão: “Foi o posicionamento e críticas que recebi de pessoas que diziam - será que o Chris Duran se converteu mesmo? -. Que vinham com um pré-julgamento. Foi bastante difícil, mas com o tempo elas começaram a ver as coisas.”
Em entrevista para a revista Attitude JC, durante a ExpoCristo (julho/2008), o cantor contou sobre a maior dificuldade que enfrentou no início da sua conversão: “Foi o posicionamento e críticas que recebi de pessoas que diziam - será que o Chris Duran se converteu mesmo? -. Que vinham com um pré-julgamento. Foi bastante difícil, mas com o tempo elas começaram a ver as coisas.”
Ele ainda deixou uma mensagem para os jovens curitibanos e criticou a desunião dos evangélicos. “Que Deus possa levantar esta geração. É o meu desejo, de todo coração. Que Curitiba se levante, não com um evangelho “barato”, mas com o evangelho do poder de Deus, com compromisso e seriedade. E assim que nós possamos viver um avivamento através da unidade. Existe muita divisão e não tem como sonhar com avivamento se não houver unidade entre as igrejas.”
DICA DO ENTREVISTADO 
Para quem gosta de músicas de adoração e instrumental, o casal Alberto & Kimberly Rivera é uma boa. Quem dá esta dica é o cantor Chris Duran, ele nos conta que escuta constantemente o trabalho destes artistas americanos. Com Alberto nos teclados e Kimberly nos vocais, juntos desde 1996, o álbum Deeper Still (2007) é uma gravação feita ao vivo na Igreja Vineyard, em Albany Oregon, nos Estados Unidos. Contém várias canções espontâneas e profundas em adoração, com teclados, harpa, violino, violoncelo, flauta e bandolim.

Para quem gosta de músicas de adoração e instrumental, o casal Alberto & Kimberly Rivera é uma boa. Quem dá esta dica é o cantor Chris Duran, ele nos conta que escuta constantemente o trabalho destes artistas americanos. Com Alberto nos teclados e Kimberly nos vocais, juntos desde 1996, o álbum Deeper Still (2007) é uma gravação feita ao vivo na Igreja Vineyard, em Albany Oregon, nos Estados Unidos. Contém várias canções espontâneas e profundas em adoração, com teclados, harpa, violino, violoncelo, flauta e bandolim.
Acesse o MySpace para conhecer a história e ouvir as músicas desta dupla: http://www.myspace.com/albertoandkimberlyrivera .
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